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Coluna de Arbitragem

Na coluna de arbitragem, Gustavo Caetano comenta sobre a volta de Thiago Peixoto

Redes Sociais Esportivas

BOLA CHEIA 1

Para o retorno a arbitragem de Thiago Duarte Peixoto que, fora das escalas desde 22/02 em razão da suspensão aplicada pelo TJD, retornou aos campos arbitrando pela Série A-3 do Paulistão.

Muito bom árbitro, talvez relativamente empolgado pelo rápido sucesso. Merece todo respeito e consideração. O que se espera é que passe a ter comportamento equilibrado, deixe a empolgação de lado e sua carreira será altamente reconhecida.

Porém, na partida de seu retorno, Monte Azul x Taboão da Serra, pareceu-nos um árbitro que “sentiu” demais a punição. Pareceu-nos “desconfortável” no jogo e fazendo o possível para mostrar exagerada discrição, o que para nós não é o caminho por suas características.

Se pudermos ajudar  “ao garoto”, diríamos que levante sua cabeça. Apito você tem, e… nem tanto o céu, nem tanto a terra. Na arbitragem um dos segredos é o equilíbrio, se por você pudermos ser entendidos.

duarte

BOLA CHEIA 2

Para o STF, que manda de volta para a prisão o goleiro Bruno, condenado há 22 anos e 3 meses e que havia cumprido somente seis anos e meio. Correta decisão dos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luis Fux e contra o voto de Marco Aurélio Mello que aliás, foi quem havia concedido habeas corpus a Bruno.

BOLA CHEIA 3

Para o Palmeiras, que depois de um primeiro tempo horroroso e sem que as tentativas de seu treinador dessem resultado, voltou para a segunda etapa  com duas mexidas e mudou completamente o panorama da partida: 2 a 0 merecidos para o Penãrol apesar de gol irregular e somente com 18 minutos na segunda etapa 2 a 2. Tudo que se viu no 0 x 2, viu-se com folgas no 3 x 2 final contra o Penãrol.

Tchê Tchê mudou a “cara” da partida e isso fez a equipe jogar o que sabe e pode jogar, aliado ao oportunismo de Willian acabaram por conseguir um merecidíssimo resultado final.

Eduardo Batista tentou um novo esquema com três zagueiros, mas isso acabou não funcionando e deixando a equipe sem nenhum poder ofensivo e pasmem, sem chutar uma única bola contra a meta uruguaia.

Correções feitas e o que jogou na segunda etapa é o mínimo que uma equipe, forte como esta, deve sempre jogar.

Enrique Cáceres foi um árbitro de muita qualidade no controle da partida, chegando sempre junto quando de contatos. Deixou o jogo fluir, mas com dois pecados: primeiro gol do Penãrol teve infração sobre Mina, que foi puxado pelo braço e permitiu, e aqui bisonhamente, quase todos arremessos laterais cobrados pelo Palmeiras de maneira totalmente irregular.

BOLA CHEIA 4

Para o Ituano, de Roque Júnior, novo campeão do Troféu do Interior. Venceu o Santo André em casa por 1 x 0 e empatou a segunda partida por 1 x 1. Venceu com méritos, apesar de que o Ramalhão vendeu caro o empate em casa, pois pressionou a segunda etapa inteira. Perdeu várias chances de gol e teve que se contentar com o vice.

Salim Fende Chaves conduziu bem a partida. Puniu uma infração com contato físico de maneira equivocada com o tiro indireto e transformou em tiro de meta para o Ituano um tiro de canto para o Santo André. Seu ponto positivo foi “sempre chegar junto” nas divididas, inibindo assim, ações mais fortes dos jogadores.

Errou também em permitir um jogador do Santo André com as meias arriadas e sem a devida proteção requerida pela regra. Apesar das observações, pode-se dizer, concluindo, que houve-se bem e sem nenhuma interferência negativa.

Com o título conquistado, o Ituano ganhou o direito de disputar a Copa do Brasil em 2018. A ele nossos parabéns.

BOLA CHEIA 5

Para Monte Azul 1 x 0 Taboão da Serra pela Série A-3 do Paulistão, que classificou a equipe para as semifinais da competição. E com um gol marcado aos 43 minutos da etapa final. Foi um “pombo sem asa” desferido a longa distância pelo atacante Danilo, como bem definiu Luis Carlos Fabrini, narrando pela Rede Vida de Televisão.

Jogo de pouca qualidade (mau gramado ajudou), muita disposição, e arbitragem de Thiago Duarte Peixoto um pouco “longe” neste seu retorno, sem interferir no resultado, mas deixando de aplicar alguns cartões amarelos e alguns pequenos erros não comuns à sua qualidade.

BOLA CHEIA 6

Para Internacional 2 x 1 Desportivo Brasil. Resultado que leva a equipe de Limeira para as semifinais da Série A-3 e com méritos absolutos. Saiu “com tudo” para cima do adversário e já aos 50 segundos fazia o primeiro gol.

Apesar de levar o empate 4 minutos depois, não se abalou e foi buscar o gol, que seria da vitória e classificação, também depois de 4 minutos do empate.

Aos 47, surge uma penalidade máxima bem marcada e desperdiçada pelo Leão. Segunda etapa de muita marcação e minutos finais de alta emoção.

Márcio Henrique de Gois fez boa arbitragem, muito atento e determinado. Coibiu o ímpeto de jogadores aplicando oito cartões amarelos. Acertou na penalidade máxima marcada para a Internacional, sendo porém permissivo, juntamente com seu quarto árbitro em relação aos dois treinadores.

Confusão ao final não justificável e mais fruto do momento de que do comportamento de todos nos noventa minutos e com expulsão de Claveiro, do Desportivo Brasil.

BOLA CHEIA 7

Para Bragantino 1 x 0 Água Santa nas semifinais da Série A-2. Resultado justo.

Partida muito igual, porém mais “aguda” dos locais que perderam a oportunidade de jogar a segunda partida com mais tranquilidade e ao perder penalidade máxima defendida pelo goleiro do adversário.

Nos minutos finais pressão forte do Água Santa, mas sem conseguir marcar, e ficando com a derrota mínima ao final graças as defesas do goleiro Richard ao longo da partida, inclusive uma penalidade máxima, e que levam a equipe para a segunda partida em casa com totais condições de reverter.

Mas destaque-se também a atuação do goleiro Renan Rocha, do Bragantino, com defesas importantes. Muito bom trabalho de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, técnica e disciplinarmente pequeníssimas falhas, penalidade máxima marcada e com acerto, impondo-se sempre por sua presença física que impediram indisciplinas, propiciando somente um cartão amarelo na partida.

BOLA CHEIA 8

Para o Corinthians, que foi a Campinas e não tomou conhecimento da Ponte Preta, passeando no Moisés Lucarelli e sem tomar sustos: 3 x 0.

Mesmo com maior posse de bola na primeira etapa, a equipe local não levou nenhum perigo ao Timão, que atuava com muita segurança em todas as suas linhas.

Segunda etapa sem grandes mudanças com Cássio somente fazendo uma defesa no minuto final e sem ser molestado anteriormente. E a Ponte Preta foi, para seus torcedores, uma completa decepção depois de várias apresentações altamente convincentes, como por exemplo eliminando Santos e Palmeiras.

Vitória merecida, nenhuma contestação e agora dificilmente o Corinthians deixará escapar o título do Paulistão depois desta que foi, certamente, sua melhor apresentação na temporada.

Desta feita Raphael Claus conseguiu fazer uma excelente arbitragem depois de algumas muito irregulares e que, para nós, não o credenciaria para estar nesta final.

Facilitado pelo bom comportamento dos jogadores e pela inexistência de indisciplinas, usou corretamente o cartão amarelo quando necessário e com ótima postura “tomou conta do jogo”. Sempre é muito bom quando um resultado de partida não tem a interferência da arbitragem.

DOIS CAMINHOS PARA O SUCESSO. PRIMEIRO COMECE E DEPOIS NÃO DESISTA…

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