Difícil explicar mais uma derrota da Inter de Limeira fora de casa pela A-2

Por Edmar Ferreira

Como assim? O XV de Piracicaba marcou três gols, perdeu um pênalti e o goleiro Rafael Pin salvou três cara a cara e ainda por cima o placar foi injusto? Difícil explicar, mas foi.

A Internacional fez uma grande apresentação no Barão da Serra Negra, sábado à tarde e voltou para casa com uma derrota por 3 a 1. Placar construído apenas nos acréscimos.

Em nove pontos disputados como visitante neste Campeonato Paulista da Série A-2, o Leão somou apenas um, o do empate sem gols em Batatais. Já são duas derrotas seguidas para Votuporanguense (2 x 1) e agora XV de Piracicaba (3 x 1). E outro detalhe, dos cinco jogos realizados até agora, em apenas um a Veterana não foi vazada.

A Inter segue sem vencer o XV em Piracicaba. A última vitória ocorreu em 2006 pela Série A-2, ou seja, há 12 anos. De lá para cá foram sete jogos, com cinco vitórias quinzistas e dois empates.

Em razão da apresentação abaixo da crítica em Votuporanga, João Vallim tratou logo de mexer em quatro posições. Recuperados de lesão, Nikão e Zé Mateus reassumiram suas vagas nos lugares de Diego Baiano e Wesley, respectivamente. Já por opção, Malcoon tomou o lugar de Calixto na lateral-esquerda e Teco reforçou a marcação, com Ricardinho indo para o banco.

Jogo

Disposição não faltou a Internacional. Foi um clássico regional pegado, vibrante e decidido apenas nos detalhes, diante de 2.500 torcedores.

A primeira chance no jogo foi da Inter. Na falta cobrada por Vinícius Pedalada pela direita, Éder Paulista desviou de cabeça, de costas para o gol, e quase abriu o placar.

A resposta do Nhô Quim foi no chute forte de Pedrinho de fora da área, que Rafael Pin segurou com firmeza, no meio do gol.

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O XV saiu na frente aos 25 minutos, quando Fabinho fez um passe milimétrico para Everton. O atacante recebeu entre os zagueiros Balardin e Nikão e executou Rafael Pin: 1 a 0.

A Inter foi para cima, não se importando com os contra-ataques do time da casa. Aos 38, Balardin ajeitou para Moisés, que da meia-lua, deu trabalho ao goleiro Samuel.

Aos 45, o Leão deu um abafa na área quinzista. Zé Mateus, escolhido por unanimidade o melhor em campo, tocou para Vinícius Pedalada, que ajeitou para a finalização de Marquinhos. A bola desviou na zaga e o goleiro Samuel se esticou todo para evitar o empate.

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Logo depois, Zé Mateus cobrou falta frontal e Samuel defendeu de forma tranquila. Nem parecia aquela Inter apática que se apresentou no sábado anterior na Arena Plínio Marin.

Segundo Tempo

Foi um segundo tempo de tirar o fôlego. Nikão queria jogo e o zagueiro foi para a área. Aos 2 minutos recebeu um cruzamento de Tom e cabeceou para a defesa de Samuel.

Aos 5 minutos, Léo Carvalho deixou Fabinho na cara do gol, mas o atacante parou em mais uma defesa arrojada de Rafael Pin. No contragolpe, Zé Mateus soltou um tubaço de fora da área e desta vez, foi Samuel quem praticou ótima defesa.

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A Inter passou a dominar por completo as ações. Era ataque contra defesa. Foram inúmeros cruzamentos para a área, mas os atacantes alvinegros são baixos. Com isso, o limeirense Vinícius Símon e seu parceiro de zaga Jean Pablo ganhavam todas pelo alto.

Até que aos 15 minutos, Vinícius Pedalada levantou para Nikão e na sobra, Éder Paulista ajeitou e mandou um petardo da entrada da área, deixando tudo igual: 1 a 1. Foi seu sexto gol em 16 jogos pelo Leão.
O problema é que a defesa leonina não se encontrava. Aos 28 minutos, Everton lançou Fabinho e novamente Rafael Pin foi o salvador da pátria.

João Vallim colocou Medina no lugar de Tom e em sua primeira participação, chute de fora da área, que passou perto da trave quinzista.

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Como técnico Evaristo Piza sacou o lateral-esquerdo Fabinho e improvisou o meia Léo Carvalho no setor, a Inter passou explorar apenas esse lado do campo. E as melhores chances foram criadas nas descidas de Pedalada.

O XV tinha uma arma no banco de reservas: o experiente André Cunha, ex-Palmeiras. O veterano entrou no jogo e de cara, cavou um pênalti, ao se jogar na frente de Marquinhos. O árbitro Leandro Bizzio Marinho foi na do meia e apontou a marca da cal. Inconformados, os leoninos cercaram o juiz.

Mas como pênalti que não acontece, não entra, o mesmo André Cunha mandou na trave, perdendo a chance de fazer o segundo.

Porém, a Inter queria vencer o jogo e não se resguardou como deveria. Desta forma, aos 46 minutos, o volante Bruno Formigoni lançou Everton na área. A defesa leonina parou pedindo impedimento. O atacante bateu de perna esquerda, cruzado, sem chances para Rafael Pin: 2 x 1 e explosão no Barão.

Atordoada com o segundo gol, a Inter sofreu o terceiro aos 48 e de novo com Everton. Outra vez o atacante foi lançado em posição duvidosa na área. Na primeira tentativa, parou no milagre de Pin, porém na segunda não teve jeito: 3 x 1.

Com os resultados desta quinta rodada, a Inter deixa o G-4 da Série A-2, caindo para o sétimo lugar com 7 pontos, mesma pontuação do XV.

Pelo Paulista, o Leão volta a campo na sexta-feira de Carnaval contra o Nacional, no Limeirão. Mas antes, na terça-feira, tem o Rio Branco do Acre, às 20h30, pela Copa do Brasil. É jogo eliminatório e a Inter precisará vencer para avançar.

 

chico macaco

 

XV de Piracicaba 3 x 1 Internacional

Gols – Éder Paulista aos 15 do 2ºT (INT); Everton aos 24 do 1ºT, aos 46 e aos 48 do 2ºT (XV).
Árbitro – Leandro Bizzio Marinho.
Assistentes – Fabrício Porfírio de Moura e Rafael Tadeu Alves de Souza.
Internacional – Rafael Pin; Vinícius Pedalada, Balardin, Nikão e Malcoon (Calixto); Marquinhos, Teco e Moisés (Ricardinho); Zé Mateus Tom (Medina) e Éder Paulista. Técnico – João Vallim.
XV de Piracicaba – Samuel; Oziel, Vinícius Simon, Jean Pablo e Pedrinho (André Cunha); Bruno Formigoni, Fraga e Léo Carvalho; Maikon Aquino (Jobinho), Fabinho (Rafael Gomes) e Éverton. Técnico – Evaristo Piza.
Ocorrências – cartões amarelos para Malcoon, Éder Paulista, Rafael Pin e Balardin (INT) e Maikon Aquino (XV).

*** Fotos – João Vitor Fedato

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