João Vallim afirma que está muito feliz por renovar com a Inter de Limeira

Por Edmar Ferreira

João Vallim teve seu contrato renovado com a Internacional até o fim da Copa Paulista, com possibilidade de ficar também para a Série A-2 de 2019.

De 28/02/2016, data que marcou sua estreia (Inter 0 x 1 São Carlos) até 24/03/2018 (Água Santa 3 x 0 Inter) foram 77 jogos e um aproveitamento de 57,7%.

O retrospecto é de 39 vitórias, 17 empates e 21 derrotas, 116 gols pró e 84 contra. Ou seja, de de 232 pontos, conquistou 134, um aproveitamento de 57,7%. Levou o Leão para a Série A-2 e para a Copa do Brasil pela primeira vez na história.

O que te levou a renovar com a Inter?

Nunca escondi de ninguém que me sinto bem demais como técnico da Inter e que meu objetivo era continuar aqui. O Limeirão virou minha segunda casa.

Me identifiquei muito com o Leão. A camisa da Inter pesa. Meu histórico em dois anos de clube pesou para a renovação. Estou muito feliz mesmo. Agora é dar continuidade a esse projeto vencedor.

Você achou em algum momento que deixaria a Inter?

Sim, até porque o desgaste foi grande. São dois anos de trabalho. A sequência de cinco derrotas deixou uma desconfiança no ar. Algumas pessoas passaram a duvidar do meu trabalho.

Mas isso é normal na vida de um treinador e comigo não seria diferente. A gente vive de altos e baixos e temos que estar sempre preparados. Tive algumas propostas para sair, até financeiramente bem mais interessantes, mas meu objetivo sempre foi permanecer.

A torcida também foi fundamental para sua continuidade?

Sem dúvida. O torcedor tem muita força dentro de um clube. Graças a Deus eu sou muito querido pelos leoninos e isso me enche de orgulho. Mesmo nos momentos de maior dificuldade, senti que eles estavam ao meu lado.

Quando goleamos o Taubaté por 4 a 1 e fugimos do rebaixamento a torcida gritou “Fica Vallim” e após as manifestações de carinho nas enquetes feitas no Facebook, senti que realmente meu trabalho teria sequência no clube. Agradeço demais todo esse carinho. Não tem preço.

Como será o time da Inter para a Copa Paulista?

O torcedor precisa entender que vamos usar a competição como um laboratório para a Série A-2. É preciso ter paciência neste início. Claro que vamos tentar novamente chegar a uma final e garantir uma vaga na Série D ou na Copa do Brasil, mas não será fácil.

Vamos perder peças importantes do nosso time, como Nikão, que será emprestado para o Linense, Balardin que foi vendido e Tom que foi para a Ferroviária. O Pedalada pode sair. Calixto, Wesley e Vitinho também vão embora. Enfim, vamos atrás de peças de reposição.

Quantos reforços você espera receber?

Veja bem, não é porque parte das nossas cotas foi liberada que estamos nadando em dinheiro. Pelo contrário, pagamos dívidas e não deixamos pendências. No fim não sobra nada.

Eu mesmo renovei pelo mesmo salário que vinha recebendo. Preciso de 10 reforços, principalmente para o ataque. Vamos tentar emprestar de times grandes. Já estamos correndo atrás.

Daqui a seis jogos você ultrapassará Levir Culpi para se tornar o 2º técnico que mais comandou a Inter. O que isso lhe representa?

Muito orgulho. É uma vida dentro de um clube. E superar um técnico renomado como Levir Culpi me deixa muito feliz. Ficarei só atrás de Pepe que tem 119 partidas. Esses números engrandecem demais o meu trabalho. Só tenho que agradecer.

Desde quando cheguei em 2016 sempre falei que minha meta era fazer história na Inter e graças a Deus estou conseguindo, claro que com muito empenho e dedicação.

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