Novo presidente quer transformar a Inter em S.A e espera renovar com Vallim

Por Edmar Ferreira

Celso Potechi foi aclamado o novo presidente da Internacional, segunda-feira à noite no Limeirão.

O empresário está de volta ao clube que ajudou a levar para a Série A-2 do Campeonato Paulista, com excelente campanha em 2017.

Um dos principais objetivos do novo comandante é transformar o Leão em empresa, ou seja, em uma S.A. “Esse é o caminho. É difícil, mas não impossível. Começaríamos do zero. Se não for assim, o clube não vai sobreviver”, justificou.

Potechi terá como vice Adriano Carneiro. Lucas D’Andrea será seu secretário e Adilson Furlan o tesoureiro.

Potechi passou os últimos meses nos Estados Unidos ao lado da neta, que estuda e pratica hipismo. O novo presidente quer renovar o contrato do técnico João Vallim.

O que te fez voltar a Internacional, agora como presidente?

Fui convidado pelo presidente do Conselho Deliberativo, Daniel Gullo de Castro Melo. Ele montou a chapa com Adilson Furlan, Lucas D’Andrea e Adriano Carneiro e colocou meu nome como presidente.

Entendi que era o momento certo de assumir esse desafio. Gosto da Internacional e fiz parte do projeto vitorioso que levou o clube de volta a Série A-2. Sem contar a participação inédita na Copa do Brasil. Temos que dar continuidade a esse projeto. Também tem o fato de todos se comprometerem a estar ao meu lado para resolver os problemas que o clube enfrenta.

Como está a Inter financeiramente?

É um momento complicado. A diretoria atual tem folhas para acertar até o fim do ano e o valor não é pequeno. Fui para Araraquara e me reuni com um empresário que está disposto a se tornar parceiro da Internacional. Posso adiantar que o negócio é rentável. Teríamos um aporte financeiro imediato e boa parte das dívidas seriam pagas. Por outro lado, ele comandaria todo departamento de futebol. Essa não é minha intenção. Eu acredito na cidade e nos patrocinadores. Mas foi bom saber que a Inter continua sendo uma vitrine.

Você tem algum patrocinador fechado?

Ainda não, mas engatilhado sim. Passei um período nos Estados Unidos e nesse tempo pude me reunir com três brasileiros que moram lá. Eles têm empresas de consultoria esportiva. Quem sabe tenhamos novidades em breve.

E o grupo investidor que você formou em 2016?

Pretendo conversar com a maioria. Essa hora é de união. Um dos empresários que eu gostaria muito que estivesse ao meu lado é o Silvino. É correto, íntegro e gosta muito do clube. Já fez muito pela Inter e poderia fazer muito mais. Seria uma peça importante da nossa diretoria.

Quanto a Inter precisa para ter um time competitivo em 2019?

O ideal seria acima de R$ 300 mil mensais, mas sabemos que esse valor está fora da realidade. Se fizermos uma folha entre R$ 150 mil a R$ 200 mil alcançaremos nosso primeiro objetivo, que é permanecer na Série A-2.

João Vallim permanece como técnico da Inter?

Se depender de mim, sim. Já telefonei para o João Vallim e vamos nos reunir nos próximos dias. É a vontade da maioria que ele permaneça. Minha diretoria quer a sua continuidade. O Vallim fez um bom trabalho na Inter até aqui e conhece como poucos a divisão.

Você pretende enxugar o elenco?

Se renovarmos com o João Vallim, o que deve acontecer, ele terá autonomia para formar o elenco da Série A-2. Mas, muito provavelmente, haverá uma renovação de 50% no grupo. Alguns jogadores estão desgastados. Gostaria muito que Vinícius Pedalada e Tom retornassem para a Série A-2, mas acho muito difícil.

A Inter terá um diretor de futebol?

Com certeza. Hoje o Lica exerce essa função, mas ainda não defini se ele permanecerá. Primeiro, temos que renovar com o Vallim.

Gostou do regulamento e das cotas da Série A-2?

Sobre o regulamento, achei uma boa, pois oito avançarão para a fase final, ao contrário de quatro. E só dois caem. Nossa meta, volto a frisar, e se estruturar em 2019, permanecer na A-2 e subir para a A-1 em 2020. Sobre as cotas, dos R$ 760 mil que a FPF repassará aos clubes, teremos acesso a menos da metade. Tem um acordo para que 30% do valor seja repassado para quitar ações trabalhistas, além das taxas a serem pagas. Não é fácil tocar futebol hoje em dia.

Você dará continuidade ao plano sócio-torcedor?

Claro. A Inter precisará muito desta ajuda. O que posso adiantar é que os moldes serão os mesmos do ano passado. Em breve passaremos os planos e os valores.

João Vitor Fedato seguirá como assessor de imprensa?

Sim. Gosto do trabalho do João Vitor Fedato. Ele mostrou que pode exercer outras funções dentro do clube. Além disso, é muito respeitado pela imprensa. Ele fica.

Você dará uma atenção especial ao Sub-20?

Todo clube precisa ter uma base forte. A Internacional sempre se destacou no Sub-20. Quando eu penso na base o primeiro nome que me vem a cabeça é o do Osmar Cetim. Gosto dele e sempre nos demos bem. Com certeza vou procurá-lo para que retorne ao Leão. Comigo ele volta.

A Inter disputará a Copa São Paulo de Juniores?

Sim, nossa participação já está confirmada. É um grupo que assumiu a Inter apenas para essa competição. Alguns destaques do Paulista Sub-20 devem ser aproveitados. Os torcedores leoninos gostam da copinha.

O que você espera da torcida?

A gente sabe que os torcedores gostam de imediatismo, de resultados positivos e vivem cobrando. Mas nesse primeiro momento é preciso ter paciência. Não temos nada definido ainda, nem técnico e nem elenco. Nosso tempo de preparação será curto. É por isso, que nosso objetivo inicial é não cair. Se o acesso vier será ótimo. Precisamos de união nesse momento.

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