Palmeiras promete pressionar o Boca Juniors em busca de placar elástico

Após perder para o Boca Juniors na ida por 2 a 0, o Palmeiras terá de repetir a semifinal da Taça Libertadores da América de 1999, ano em que conquistou seu único título do torneio, para continuar sonhando com o bicampeonato.

Naquela oportunidade, com Luiz Felipe Scolari no banco e liderado por Alex em campo, o Palmeiras bateu o River Plate por 3 a 0 (com dois gols do meia e outro de Roque Júnior) no Palestra Itália, superou a derrota por 1 a 0 na primeira partida em Buenos Aires e avançou à final.

Na decisão, também inverteu (2 a 1) em São Paulo um resultado negativo sofrido no jogo de ida contra o Deportivo Cali na Colômbia (derrota por 1 a 0).

O histórico contra rivais argentinos na Libertadores é desfavorável, principalmente diante do Boca Juniors. Contra a equipe de La Bombonera, o Palmeiras amarga eliminação na semifinal de 2001 (dois empates por 2 a 2 e derrota nos pênaltis) e título perdido em 2000 (dois empates: 2 a 2 em Buenos Aires; e um 0 a 0 em São Paulo).

Outro derrapada palmeirense contra adversário da Argentina ocorreu em 1968. Diante do Estudiantes, houve a necessidade de um terceiro jogo-desempate em Montevidéu (2 a 0 para o oponente), depois de uma derrota em La Plata (2 a 1) e uma vitória no Pacaembu (3 a 1).

Na Libertadores de 1995, desta vez com Felipão como adversário no Grêmio, o Palmeiras levou uma goleada de 5 a 0 em Porto Alegre e por muito pouco não conseguiu o que era improvável: 5 a 1 no Palestra Itália, amargando outra eliminação.

Independentemente do cenário e histórico adversos, a torcida do Palmeiras vai lotar o Allianz Parque, hoje às 21h45 e pressionar o Boca Juniors. Se o time argentino fizer um gol por exemplo, forçará o time paulista a marcar quatro pelo critério de gol fora de casa.

O desgaste e a falta de tempo para descansar os jogadores desafiam o Palmeiras. Enquanto o Verdão se desdobra entre duas competições, o Boca têm priorizado somente o torneio continental e escalado reservas em compromissos locais.

A maratona de partidas obrigou o Palmeiras a entrar em campo para 28 jogos oficiais desde o fim da Copa do Mundo. Do outro lado, a agenda do Boca foi mais enxuta. Os argentinos tiveram 18 compromissos, graças ao descanso nas datas Fifa. O campeonato local não tem rodadas nessas ocasiões.

No empate contra o Flamengo por 1 a 1, no Maracanã, oito titulares estiveram em campo, cinco desde o início e outros três entraram no segundo tempo. O clube lidera o Brasileiro faltando sete rodadas para o fim da competição.

Já o Boca Juniors teve outra postura e só escalou o goleiro Rossi na derrota para o Gimnasia y Esgrima. Os principais jogadores sequer foram relacionados e nem precisaram viajar para acompanhar o restante dos companheiros.

A equipe do técnico Guillermo Barros Schelotto, avaliada em R$ 500 milhões, tem foco máximo na Libertadores. O time está em nono lugar no Campeonato Argentino e foi eliminado na Copa Argentina. A busca pela sétima conquista é uma obsessão no clube, para poder se igualar ao Independiente como o maior vencedor da história da Libertadores.

O Boca não terá seu técnico. Guilherme Barros Schelotto foi suspenso pela Conmebol por uma partida em razão do atraso da volta de sua equipe para o segundo tempo no jogo de ida. Além disso, foi multado em US$ 1,5 mil.

Time argentino terá uma única alteração em relação ao jogo de ida. Atacante Villa será o substituto de Zarate. Benedetto, autor dos dois gols, começará no banco de reservas. Schelotto aposta em Ábila.

Palmeiras x Boca Juniors

Palmeiras – Weverton; Mayke (Marcos Rocha), Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Moisés (Lucas Lima); Dudu, Willian e Borja (Deyverson). Técnico – Luiz Felipe Scolari.
Boca Juniors – Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallan e Olaza; Barrios, Nandez e Perez; Villa, Ábila e Pavon. Técnico – Guillermo Schelotto.
Árbitro – Wilmar Roldán (COL)
Local – Allianz Parque, 21h45.

*** Foto – César Greco/ Agência Palmeiras

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