Após renovar com a Inter até o fim da Série A-2, Vallim quer dez reforços

Por Edmar Ferreira

João Vallim teve seu contrato renovado até o final do Campeonato Paulista da Série A-2 e segue como treinador da Internacional. Ele terá dez dias para montar o elenco e iniciar os trabalhos. O acerto foi comemorado pelo presidente Celso Potechi e pelos seus pares de diretoria.

Em 89 jogos no comando da Inter, Vallim tem o retrospecto de 42 vitórias, 21 empates e 26 derrotas. Seu ataque marcou 127 gols e sua defesa sofreu 97, saldo de 30.

Dos 267 pontos que Vallim disputou na Internacional, conquistou 147, ou seja, 55% de aproveitamento. Vale lembrar que ele está a 30 jogos de igualar a marca de Pepe como maior treinador da história do clube.

Por que decidiu renovar com a Inter?

Porque entendi que não era a hora de sair. Também pelo fato de gostar do Celso Potechi e da Internacional. Iniciamos o projeto juntos em 2016. Faz cinco meses que não conversava com ele, mas a partir do momento que foi eleito o presidente, tinha a certeza que chegaríamos a um acordo. Senti que ele aprova meu trabalho e que consultou a diretoria e os torcedores para renovar comigo.

Após anunciar pelo Facebook seu desligamento da Inter, não surgiu nenhuma proposta?

Surgiram algumas propostas sim, duas muito boas e algumas ruins. Só não fechei porque algo me dizia que eu continuaria na Inter. Tenho muita identificação com o clube e com a cidade. Meu desejo sempre foi continuar aqui. Quero dar continuidade ao projeto e ao sonho de levar a Inter para a Série A-1.

O que ficou acertado entre você e o Celso Potechi?

Meu contrato vai até o fim da Série A-2. Nosso objetivo é permanecer na divisão e quem sabe subir para a A-1 em 2020. É um novo projeto a partir de agora. Começaremos do zero. Bem mais difícil é claro, até pela situação financeira do clube. Mas gosto de desafios e nunca fugi deles. Se fizermos um bom Campeonato Paulista, a tendência é a renovação natural para a Copa Paulista.

Você acompanhou as eleições na Internacional?

Não costumo pender para algum lado (situação e oposição), tanto que deixei a Internacional antes das eleições. Gosto e apoio quem trabalha em prol do clube. Nunca tive problema com ninguém no Limeirão. Apenas torci para quem ganhasse fazer uma grande administração.

O tempo de preparação é curto na sua opinião?

Para a montagem do elenco, sim, mas para o início da Série A-2 não. O tempo será suficiente. Tenho dez dias para fechar o grupo.

Você pretende manter a base dos últimos anos?

Sem dúvida. Os jogadores que seguraram o rojão comigo na Série A-2 permanecerão. Tenho um time já na cabeça e espero que dê certo. Posso garantir que faremos uma boa Série A-2. Pode confiar.

Quantos reforços você pretende contratar?

No mínimo dez. Desde que a imprensa anunciou minha permanência na Internacional meu telefone não para de tocar. Tem muito jogador de boa qualidade que está desempregado ou insatisfeito nos clubes que estão. Como temos um orçamento apertado, eles terão que acreditar no projeto. Perde-se um pouco agora e ganha lá na frente. É uma aposta que pode dar certo.

Sua comissão técnica permanecerá?

Sim. Estamos fechados faz tempo. Se eu fosse para um outro clube eles me acompanhariam. Somos unidos e temos os mesmos ideais.

Você gostou do regulamento da Série A-2?

Achei excelente, até pelo fato de oito times avançarem para a segunda fase. Estatisticamente costumo me dar bem em campeonatos assim. Fico sempre com a oitava vaga e acabo decidindo o acesso. Quem sabe se repita em 2019.

A estreia na A-2 deve ser fora de casa. Isso te preocupa pelo fato de a Inter ter ido muito mal como visitante este ano?

Claro que perdemos muitos jogos fora de casa na A-2. Ninguém ficou satisfeito. Nada dava certo. Ainda bem que em casa fizemos a nossa parte e só perdemos para o Guarani, que por sinal subiu. Até na estreia goleamos o Audax por 4 a 1. O ideal é começar bem, fazer uma gordurinha e administrar nas rodadas finais. Com certeza em 2019 será diferente.

O que deu errado na última Copa Paulista?

A saída dos patrocinadores e o grupo reduzido foram cruciais para nossa desclassificação ainda na primeira fase. Perdemos muitos jogadores e fui obrigado a subir oito meninos da base. Isso atrapalhou bastante nosso desempenho.

Você sabe que com essa renovação pode superar Pepe como maior treinador da história da Inter?

Sei sim e isso também encaro como um desafio. Acompanho sempre suas estatísticas (sorriu). Sei que estou a 30 jogos de igualar ao grande José Macia. Se eu ficar até o fim da Copa Paulista do ano que vem, baterei essa marca. Com certeza seria um dos dias mais felizes da minha vida, até porque nunca escondi meu amor pela Internacional.

O que você espera da torcida leonina?

O mesmo apoio que sempre tive. Fiquei feliz em saber que a opinião dos torcedores foi fundamental para meu retorno. Eu sei que eles acreditam em mim e no projeto. Nosso trabalho será organizado. Se todos remarem para o mesmo lado e a união prevalecer, vamos nos fortalecer ainda mais. Empenho e dedicação não faltarão.

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