Betinho ainda comemora feito do Grêmio Papeleiro na Copa Gazeta Sub-13

Por Edmar Ferreira

“Foi um dos dias mais felizes da minha vida”. Essa frase dita por José Roberto Vieira da Silva Campos Júnior, o Betinho, resume muito bem o valor da conquista do Grêmio Papeleiro na Copa Gazeta. Sua equipe sub-13 derrotou o Chute Inicial por 1 a 0, no sábado passado, e foi o campeão.

Betinho gosta tanto deste projeto, que por várias vezes era possível notar seus olhos cheios de lágrimas durante a entrevista para o jornal. “Esses meninos merecem. Fomos apelidados de time guerreiro por nossa entrega em campo. Eles se dedicaram muito. Fico feliz que meus garotos tenham entrado para a história desta importante competição. Foi merecido demais”, comentou.

Betinho confidenciou que não esperava pela conquista do título. “Ficamos em segundo lugar no Campeonato Municipal perdendo a decisão para o Limeira FC. Na minha cabeça, Chute Inicial, Atlético/PR e o próprio Limeira eram os grandes favoritos. Pensei comigo, se eu chegar na final já seria um grande prêmio. Fomos mais além”, contou.

Na partida eliminatória contra o Brasil Soccer, que abriu a competição, o Grêmio Papeleiro venceu por 2 a 0, gols de Cauê e Gustavo. Nas semifinais brilhou a estrela do goleiro Felipe, que marcou um gol de pênalti e ainda defendeu uma cobrança do Atlético/PR, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

Betinho afirmou que logo após confirmar a classificação para a final diante do Furacão teve a certeza de que seu time faria história. “Passar pelo Atlético/PR da forma como passamos, com o gol de empate do Léo no fim e uma vitória nos pênaltis era sinal de que estávamos predestinados ao título. A confiança aumentou e não deu outra”, frisou.

O presidente do Sindicato dos Papeleiros disse que o dia 8 de dezembro deste ano foi um dos mais tensos de sua vida e que ficará marcado para sempre. “Nem comandando o Santa Cruz no Amador eu passei tanto nervoso. Parecia que eu iria jogar. Eu queria muito esse título”, acrescentou.

Betinho estava do lado oposto da cobrança de falta de Gustavo, que garantiu o título ao Papeleiro. “Não estava acreditando que a bola tinha entrado. Depois do gol minha tensão aumentou, pois o Chute Inicial veio com tudo para cima. Foi um sofrimento só. Mas meu time foi muito guerreiro e segurou até o final. Você não tem ideia do quanto chorei”, salientou.

Foi o primeiro título de expressão do Grêmio Papeleiro, que anteriormente havia faturado o bi entre os sindicatos nos anos de 2010 e 2011.

Betinho fez questão de lembrar do início do projeto, idealizado pelo Dr. Roberto Lucato e pelo professor Laudenir Lopes.

“Ao lado do amigo Canudo escolhemos o nome de Tirando da Rua, pois esse sempre foi nosso objetivo. Lá se vão 17 anos plantando o bem e colhendo os frutos. Contamos hoje com cerca de 300 crianças, que treinam as segundas e quartas em dois períodos. Gostaria de abraçar cada professor que fez parte de tudo isso, entre eles o próprio Lopes, seu irmão Pedro, o Marcelo Gomes, Léo, Thié, Julião, entre outros. Hoje temos o William na comissão técnica, que inclusive foi nosso aluno e acabou sendo apresentado a mim pelo meu filho Felipe. Um menino muito dedicado, que abraçou a causa. Só posso dizer que estou feliz demais”, completou.

Betinho está com 55 anos e foi lateral profissional, atuando por Joinville, Bragantino e São Paulo. No Amador vestiu as camisas de ABC, Minetto, Serafim e Metalafe. Como treinador, foi campeão esse ano da Copa João Ferraz e da Copa dos Campeões comandando o Santa Cruz. No Amadorzão terminou na terceira colocação.

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