Atlético Nacional empresta meia limeirense para time que subiu na Colômbia

Por Edmar Ferreira

Após oito anos atuando pela base do Santos, o meia Giovane de Jesus foi contratado pelo Atlético Nacional. Porém, o time colombiano foi punido pela venda do centroavante Uribe ao Flamengo e desta forma, não pode inscrever nenhum reforço para esta temporada.

Desta forma, o jogador limeirense foi emprestado ao Unión Magdalena, time que subiu para a Primeira Divisão após 13 anos na Segundona.

Giovane prefere não guardar mágoas do Santos, mas gostaria de ter sido aproveitado no profissional. Chegou a treinar no time principal com Dorival Júnior, mas não teve o gostinho de atuar.

Com a mudança na diretoria santista e um problema durante a participação na Copa São Paulo de Juniores do ano passado, o limeirense viu que sua passagem pelo time praiano havia terminado.

Foi então que seus empresários trataram de ouvir algumas propostas. A melhor e mais interessante foi do Atlético Nacional. “Quando a proposta chegou foi uma grande empolgação na minha família. Mas depois a ficha caiu e passamos a pensar na mudança para Colômbia. No primeiro mês que treinei no Atlético, vi uma organização muito grande. O Atlético é o maior time do país, com duas Libertadores da América. Fiquei muito feliz com o acerto”, comentou.

Mas para a surpresa de Giovane, o meia precisou ser emprestado ao Unión Magdalena. “Claro que é estranho você ser contratado por um time e jogar pelo outro. Mas minha vontade é jogar. Fiquei muito tempo só treinando no Santos. Vou dar o máximo de mim e ajudar o caçula do campeonato a se manter na divisão. Depois quero retornar ao Atlético, para enfim poder estrear”, afirmou.

Giovane está na cidade de Santa Marta, que é histórica para o futebol colombiano. Nela nasceram alguns ícones da seleção, como Anthony de Ávila, Falcao García e o lendário Carlos Valderrama. O cabeludo tem até uma estátua bem em frente do Estádio Eduardo Santos.

O Unión Magdalena começou a disputar o Campeonato Colombiano nos anos 1950. Na década seguinte, mais precisamente em 1968, tornou-se o primeiro representante da região do Caribe a erguer a taça, derrotando o temido Deportivo Cali na decisão.

Nos anos 1990, o Unión Magdalena sofreu seu primeiro rebaixamento. Retornou em 2001, mas voltou a cair em 2005, atravessando uma década de penúrias.

Para subir no ano passado, encarou um quadrangular com Deportivo Pereira, Deportes Quindío e Valledupar. A promoção aconteceu com uma rodada de antecedência. O Cúcuta Deportivo subiu do outro quadrangular.

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