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Limeirense Michele Reis se aposenta com a medalha de ouro nos Jogos Regionais

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Por Edmar Ferreira

O maior nome do futebol feminino de Limeira na história decidiu pendurar as chuteiras. A lateral Michele Reis, de 35 anos, anunciou sua aposentadoria dos gramados após conquistar a medalha de ouro para Limeira nos Jogos Regionais de Americana.

Michele passou os últimos oito anos no futebol carioca. Defendeu o Vasco da Gama, o Botafogo e por último o Flamengo, onde conquistou a maioria dos seus títulos.

Pelo Cruz de Malta sofreu uma grave lesão no joelho. Em um jogo no Pacaembu contra o Centro Olímpico, rompeu o ligamento cruzado. Desta forma, ficou de fora da temporada. Foram outras duas cirurgias.

Pelo Fogão foi campeã carioca em 2014 e pelo Mengão levantou o troféu do Estadual em três oportunidades: 2016, 2017 e 2018.

Também vestiu as camisas de Capivariano, Palmeiras, São Paulo, São Caetano, Osasco, Salto e Botucatu (onde foi campeã paulista em 2009). Jogou na Dinamarca por seis meses, defendendo o Ob-Odense. Só não jogou por Santos e Corinthians.

Michele espera agora ajudar Limeira no crescimento da modalidade. Ela quer servir de exemplo para as meninas que estão começando.

Um dos objetivos de Michele é fazer um curso para poder trabalhar como professora ou técnica. Neste momento ela não está apta a ficar em um banco de reservas em uma competição oficial, mas vontade é o que não falta.

Michele ganhou títulos e conheceu países. Pela seleção brasileira jogou de 2002 a 2007. Ganhou a medalha de ouro no Pan-Americano de 2003, na República Dominicana. Disputou o Pan-Americano de Guadalajara e foi vice-campeã mundial na China em 2007. Foi bicampeã dos Jogos Militares em 2011 no Brasil e 2015 na Coreia do Sul.

Michele elogiou a seleção brasileira na Copa do Mundo que terminou recentemente.

“Poderíamos ter ido mais longe. O técnico Vadão perdeu peças importantes em razão de lesões. As meninas não se abalaram por isso e fizeram uma grande competição. Temos que tirar o chapéu para elas. Pena que ainda não somos valorizadas da forma como deveríamos. As pessoas só lembram do futebol feminino em competições como essa”, completou.

 

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