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Não há nenhuma irregularidade no contrato de Elano com a Inter, afirma CEO

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Elano Blumer, técnico da Internacional, recebe um salário e uma comissão de 10% das empresas que ele mesmo trouxe para patrocinar o Leão durante o Campeonato Paulista deste ano.

Segundo Enrico Ambrogini, CEO da Inter, não há nenhuma irregularidade quanto a isso.

“Elano tem três contratos, a CLT, que é obrigatório para treinador de futebol para subir no sistema, o de imagem, pois iríamos explorar a sua imagem e um de corretagem, pelos patrocínios que ele traria ao clube. Nesse caso, teria 10% de comissão, o que está inclusive previsto na Lei Pelé. Simples assim. Não tem nada de errado”, justificou.

Os valores que o treinador recebe (R$ 26 mil de comissão + R$ 11 mil de salário) foram expostos recentemente, o que fez Ambrogini utilizar o Pimba nos Esportes para explicar. Para começar, ele contou que este contrato foi assinado em agosto pelo ex-presidente Celso Potechi.

“Fomos no teto para pagar o Elano e o seu auxiliar Ivan. Tenho certeza absoluta que é o menor salário da Série A-1. Ou seja, ele tinha o direito de receber mais pelos patrocínios que ele trouxe ao clube e que foram bastante”, destacou.

Caso de polícia

O vazamento dessas informações pode virar caso de polícia. A Internacional deve elaborar um boletim de ocorrência, pois esse documento teria saído de um e-mail do próprio clube, cuja senha teria sido alterada, ou seja, teria havido um acesso irregular.

“A gente achava que tinha perdido a senha, mas na verdade foi um acesso irregular. Esse e-mail a gente usava só para imprimir documentos, pois era ligado a uma impressora do Limeirão. Disseram que era a nota de um patrocinador, mas na verdade era da advogada do Elano, que mandou para imprimir a nota fiscal. Nem vimos que ela mandou, pois eu não fui copiado. Pagamos tudo direitinho. Não tem nada irregular. Aliás, muitos documentos podem ter sido copiados por essa pessoa, mas estou tranquilo. Não cometemos nenhuma irregularidade em nossa gestão. Todos os contratos estão lá. Sou frio e não sou antiético, como falaram. Tenho a cabeça tranquila, pois não faço coisa errada. Mas pode ter certeza que tudo será esclarecido”, prometeu.

Enrico disse que todos na Internacional tem contrato. “Isso não era feito antes. Não existe uma empresa ou associação séria que pague algo sem contrato. Isso é desvio de dinheiro. Não é correto fazer algo sem contrato”, disse.

Sobre Elano Blumer, Enrico disse que o treinador é digno de elogios pelo trabalho que fez até agora no Paulistão, colocando a Inter em 9º lugar com a folha de pagamento mais baixa da divisão de elite (cerca de R$ 240 mil). Confidenciou que a sua opinião divergiu com a do técnico sobre a volta aos treinos e que ambos se estressaram muito nos últimos dias. “Mas nossas discussões são sempre em prol da Internacional. Faltam dois jogos e eu disse aqui que faríamos 15 pontos. Estamos com 11 e estou perto de acertar. Precisamos de tranquilidade nesse momento importante, não de fatores extra-campo que não levam a nada”, salientou.

Lucas D’Andrea

Enrico aproveitou a uma hora e meia de programa para falar quase tudo o que a atual diretoria vem fazendo pelo clube. Mostrou inconformismo com as pessoas que querem tirar a paz do clube e prejudicar o atual presidente Lucas D’Andrea.

“Não entra na minha cabeça isso. Como alguém pode ser cobrado por atingir todas as metas. Se o Lucas não for premiado com uma nova gestão eu não sei como pode ser alguma coisa séria. Seria a falência da instituição. Não fizemos dívidas, colocamos o clube no eixo, pagamos em dia, mesmo durante a pandemia, não reduzimos os salários, com exceção do meu, e trabalhamos certinho. Como um presidente assim não pode ser reeleito?”, indagou.

Ambrogini afirmou que deletou suas redes sociais e que não acompanha mais nada, a não ser quando é marcado em algo.

“Não posso participar desses grupos. Se eu meu influenciar por notícias, quebro mentalmente. Não quero perder meu foco, que está na Internacional”, confidenciou.

Finanças

Enrico lembrou que se a Inter tivesse feito uma folha de pagamento mais alta, algo em torno de R$ 500 mil como chegaram a sugerir antes do Paulistão, hoje o clube estaria comprometido financeiramente.

“A gente não conseguiria pagar dois meses de salários com os jogadores em casa. Tudo o que fizemos está dentro do orçamento”, lembrou.

Ambrogini disse que essa politicagem que vem sendo feita contra a atual administração atrapalha em vários aspectos.

“A gente não consegue fazer algo a mais. Tipo, ir a um banco e aproveitar uma linha de empréstimo mais barata, pois temos dívidas caras para pagar. A primeira coisa que eles vão olhar é a estabilidade política do clube. E se um louco assumir a presidência no fim do ano e não pagar nada? É complicado isso”, explicou.

Sobre as dívidas da gestão passada, Enrico afirmou que a atual administração pagou R$ 1,2 milhão nos três primeiros meses e que existem mais contas para pagar, algo em torno de R$ 300 mil.

“Uma parte desse dinheiro foi antecipação de cota. A partir do momento que você retira receita da gestão seguinte, entendo como dívida”, disse.

Enrico afirmou que não tomaria algumas atitudes.

“Esse valor poderia ter sido evitado, se por exemplo, a folha de pagamento não fosse acima do que o clube pudesse pagar. Eu não faria isso e também não entendo como muitos pagamentos foram feitos sem contrato. Eu tenho uma tia dentista. Eu poderia passar um dinheiro para ela e justificar que ela prestou serviços ao clube. Mas não tem uma nota fiscal, um recibo. Você acreditava muito na palavra. Mas em uma entidade séria você precisa justificar os gastos. Isso se chama improbidade. Eu também prefiro passar um perrengue e contar moedas, fazendo até o massagista economizar algodão, do que endividar o clube”, afirmou.

Enrico lembrou que quando iniciou seu trabalho na Inter, o clube devia R$ 100 mil de bicho, que segundo ele, estava mal explicado.

“Reuni os jogadores antes da pré-temporada em Vargem Grande e expliquei que não tínhamos como pagar naquele momento, pois não tinha de onde tirar dinheiro. Fiz uma promessa que acertaria em março deste ano e foi o que aconteceu”, frisou.

Para fechar, o CEO disse que não se arrepende em nenhum momento de vir para a Inter, mesmo tendo outras propostas de trabalho, entre elas do Athletico/PR, do seu amigo particular Paulo André.

“Mas confesso que fiquei surpreso quando em outubro fui visitar minha esposa em Londres e aqui eles estavam discutindo a minha permanência. Quando retornei tinha um bilhete na minha mesa com a assinatura do Celso afirmando que eu não seria demitido. Não se faz um contrato de 18 meses e depois no terceiro mês você diz que não quer mais. Não funciona assim. Outra coisa, antes de assumir a Inter eu comprei o meu carro, com o meu dinheiro. Até para evitar que os torcedores falassem que eu estava ganhando tanto no clube que já estava de carro novo”, completou.

Ambrogini espera colocar em prática tudo aquilo que está no projeto de cinco anos que fez para a Inter. Entre as metas estão equalizar a dívida, hoje em torno de R$ 16 milhões, e colocar o Leão na Série D do Campeonato Brasileiro.

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