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Marcos Passarinho diz que foi injustiçado em 1986, pois era melhor que Silas

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O Pimba nos Esportes da Rádio Mix 770 AM conseguiu encontrar o ex-goleiro Marcos Passarinho, que vestiu a camisa da Inter de Limeira em 185 oportunidades, na década de 80.

Sem rede social, sem mulher e sem filho, o ex-jogador está aposentado e morando na cidade de Tupaciguara, em Minas Gerais. Disse que é quase “um bicho do mato”. “Nada de fazer ninho”, sorriu.

A entrevista foi muito divertida. Marcos Augusto de Souza, hoje com 62 anos, disse que ganhou o apelido de passarinho da dupla de zaga Beto Lima e Bolívar, pois saía bem do gol. “Toda bola cruzada na área eu ouvia dos dois zagueiros a frase sai passarinho. E pegou”, contou.

Marcos lembrou que a disputa pela camisa 1 da Internacional foi sadia, com Serginho, Claudinho e Silas, mas que se sentiu injustiçado em 1986, quando atuou nos 10 primeiros jogos do Campeonato Paulista e foi preterido pelo técnico Pepe, que optou por Silas.

“O Silas foi um grande goleiro, isso é inegável, mas com todo respeito, eu era melhor do que ele. Estava há mais tempo na Inter e fazendo grandes jogos. Eu sei da minha qualidade. Não gosto nem de tocar nesse assunto. É passado. Mas eu merecia ter sido o goleiro do título em 1986, tanto é verdade que eu era considerado inclusive, o melhor goleiro do interior. Foi difícil aceitar”, confidenciou.

Passarinho deixou a Inter na metade do Paulistão de 1986 para jogar no Mixto e afirmou que se considera um campeão.

“Claro que sou campeão. Eu fiz parte daquele elenco de 86. Eu joguei os primeiros jogos. Só não tenho a faixa de campeão porque não estava no Morumbi”, frisou.

Ao ouvir a entrevista, o atual presidente Lucas D’Andrea prometeu confeccionar uma faixa de campeão de 86 exclusivamente para presenteá-lo.

“Não estou cobrando nada não, mas gostaria de ter essa faixa na minha coleção, afinal de contas, foi o título mais importante da minha carreira. Vivi momentos espetaculares em Limeira”, completou.

Passarinho lembrou que quando chegou na Inter no começo dos anos 80, o time ainda não tinha uma boa estrutura e tinha acabado de subir da Divisão Intermediária.

“O pensamento não era ser campeão e sim, se manter na divisão. A Inter foi se acertando, crescendo, fazendo boas contratações, jogando de igual para igual com os grandes, até ser campeão em 86”, destacou.

Passarinho lembrou também que ficava em cima do travessão nos treinos, que corria atrás de um repórter da cidade que ele não gostava, que pulou o alambrado junto com o centroavante Marcão para correr atrás de um torcedor que o xingava na arquibancada e que realmente, era “espiroqueta”.

Além disso, o ex-goleiro era o presidente da “caixinha” dos jogadores e gostava de tomar sua cerveja no “Escriptório”.

Passarinho contou também que foi convidado por Castor de Andrade para jogar no Bangu.

“Quando cheguei lá, dei de cara com o segurança do seu Castor, o Miudinho. Era um homem negro, de mais de dois metros de altura e pesando mais de cem quilos. Tinha uma arma na cintura. Pensei comigo, o que estou fazendo aqui? Não ia dar certo. Era barra pesada. Ia entrar em uma gelada. Decidi não assinar contrato”, confidenciou.

Para completar, Marcos Passarinho disse que era “esquentadinho” em campo e que só não brigou com o Serginho Chulapa, pois o centroavante era maior que ele.

Acompanhe a entrevista no Pimba nos Esportes:

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