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Zagueiro campeão de 86 e 88 pela Inter não deu baixa na carteira por briga com técnico

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Um show de humildade. Assim foi a entrevista feita com o ex-zagueiro Alves no Pimba nos Esportes da Rádio Mix 770 AM.

O ex-jogador, hoje com 62 anos, mora em Volta Redonda, no Rio de Janeiro e possui uma cooperativa, com cinco táxis.

Foi uma entrevista reveladora do becão, que veio do Palmeiras para se tornar campeão paulista em 1986 e campeão brasileiro da Série B em 1988. Foram 114 jogos e 5 gols com a camisa do Leão.

Alves, de 1m88 e 115 kg, não tinha habilidade, ele mesmo confessou isso, mas seu figor física compensava. Com ele não tinha bola perdida. “Eu sempre fui muito forte. As pessoas me achavam bravo, mas sempre fui calmo. Claro que em campo eu entrava forte”, sorriu.

Alves contou que só não foi titular no Campeonato Paulista de 1986 por conta do seu casamento com dona Maria Inês, que aconteceu no mesmo ano.

“Eu estava bem demais e competindo no mesmo nível de Zezinho Figueiroa e Bolívar. Aí, a Inter agendou uma excursão (África). Mas eu tinha marcado meu casamento e minha mulher não abriu mão da data. Comuniquei ao seu Pepe e ao presidente Vitório Marchesini. Eles entenderam e me dispensaram da viagem. Mas acabei perdendo minha vaga de titular no time. Graças a Deus minha esposa está comigo até hoje, cuida das minhas coisas e me deu dois filhos, hoje formados, o Felipe que é bombeiro e a Patrícia que mora em Portugal e me deu um neto. Minha família é a base de tudo”, contou.

Mas Alves foi compensado na final contra o Palmeiras. Faltando 15 minutos para o fim, Pepe o colocou em campo para segurar a vitória por 2 a 1, no Morumbi.

“Seu Pepe tinha confiança em mim. Ele me chamou e pediu para eu não sair da área, pois o Palmeiras estava alçando muitas bolas. Graças a Deus fui eficiente e salvei até uma bola em cima da linha. No final ainda entreguei a bola para o árbitro Dulcídio Vanderlei Boschilla. Sempre estou vendo esta imagem para mostrar para meus amigos. Isso marcou minha carreira”, lembrou.

Alves contou que guarda com carinho as duas camisas que foi campeão (86 – número 14 e a de 88), além das faixas.

Confessou que torce até hoje para a Internacional.

“Quando meus amigos me perguntam para quem eu torço, sempre respondo Inter de Limeira. Aliás, já comentei com minha família que o dia que eu deixar Volta Redonda será para morar em Limeira. Fui muito feliz nesta cidade”, frisou.

O ex-zagueiro tem muita gratidão, em especial pelo ex-presidente Vitório Marchesini, que emprestou o apartamento de sua filha para que o jogador pudesse trazer sua família do Rio de Janeiro.

Tristeza

Alves guarda apenas uma mágoa de sua passagem pela Internacional. Foi exatamente no dia em que deixou o clube, em 1989.

O ex-zagueiro contou que a chegada de Levir Culpi foi a grande responsável por sua saída de Limeira, após quatro temporadas.

“O Levir trouxe o Toninho Carlos. Aí teve um jogo contra o Santos. Sofremos três gols ainda no primeiro tempo. No intervalo, o Levir pediu para a gente segurar, nos orientando. Voltamos para o gramado e de repente eu vi a placa de alteração com o meu número. Não entendi nada, pois ele poderia ter me falado no vestiário. Eu nem voltava para o campo. Não precisava fazer isso comigo. Não gostei e realmente briguei com ele. Não houve agressão, mas falei um monte para o Levir. Sendo assim, passei a treinar em separado. Porém, eu tinha mais um ano de contrato. Seu Vitório gostava muito de mim e ficou chateado com a situação. Foi então que consultei meu procurador Zezinho, do Nacional e fui aconselhado a viajar para São Paulo. Foi o que fiz”, confidenciou.

Em razão desta saída traumática da Internacional, Alves contou que não deu baixa em sua carteira de trabalho e que não recebeu o FGTS da equipe limeirense pelo tempo que defendeu o clube. “Não peguei nada”, disse.

Apelidado pelos companheiros na época de cabo de vassoura, por ser magro e alto, Alves contou que um episódio extra-campo quase o prejudicou na final da Série B de 1988, contra o Náutico, no Limeirão.

“Na sexta-feira entramos em regime de concentração. Emprestei meu Monza para uma pessoa e ela simplesmente bateu meu carro, acabando com a frente. Tinha avisado minha família que logo após a final eu retornaria para o Rio de Janeiro. Fiquei muito bravo, pois precisei ficar mais uma semana em Limeira até o carro ficar pronto. Minha cabeça estava a mil naquela final. Mas graças a Deus deu certo e fomos campeões”, completou.

Acompanhe a entrevista com o ex-zagueiro Alves na Rádio Mix

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