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Zenon acredita que foi injustiçado na seleção por birra de técnico

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Sem citar o nome de Telê Santana, Zenon disse que foi injustiçado e que merecia estar no grupo da seleção brasileira que disputou as Copas do Mundo de 1982 e 1986. A declaração foi dada em entrevista ao Pimba nos Esportes da Rádio Mix 770 AM.

“Pelo que eu estava jogando, tinha que ser convocado. Aí eu brigaria pela titularidade nos treinos. Mas o técnico era o mesmo das duas copas e muito provavelmente, não tenha me levado porque eu costumava arrebentar nos jogos contra os times que ele comandava, principalmente o Palmeiras. Talvez tenha pegado birra de mim”, cutucou.

Ídolo em todos os times que jogou, Zenon hoje trabalha como comentarista esportivo. Marcou seu nome principalmente no Avaí, no Guarani, onde foi campeão brasileiro em 1978 e no Corinthians, onde conquistou o bicampeonato paulista, em 1982 e 1983.

Aliás, não jogou a partida decisiva contra o Palmeiras em 78 por estar suspenso. “Não fiquei bravo por isso. Já tinha feito minha parte e dado minha contribuição no jogo de ida, quando vencemos no Morumbi. Era quase impossível o Verdão ser campeão em Campinas. O Manguinha entrou em meu lugar e exerceu um trabalho defensivo muito importante. Depois foi campeão paulista com a Inter de Limeira em 1986. Eu queria mesmo era festejar”, lembrou.

Zenon lembrou que sempre foi o camisa 10 dos times que defendeu, com exceção da Portuguesa, que já tinha Edu Marangon. “Usei a 5 na Lusa, mas com a saída do Edu, passei a usar a 10”.

Zenon pode dar seu nome ao novo estádio que está sendo construído pelo Hercílio Luz, seu primeiro tempo. “Fiquei lisonjeado só pelo fato de ser lembrado. Sei que tem outras pessoas mais importantes que mereciam essa homenagem. Joguei um ano apenas no clube, mas me abriu as portas para a seleção brasileira. Existe um outdoor na cidade escrito: “Aqui nasceu Zenon”.

O Avaí também deve construir um busto para homenagear o eterno camisa 10, eleito o melhor meia da história do clube em recente pesquisa entre os torcedores e a crônica esportiva. “Marquei o primeiro gol do Avaí em Campeonatos Brasileiros”, lembrou.

Para completar, Zenon disse que não existem mais os camisas 10, aqueles chamados raíz, que driblavam, armavam e marcavam gols. “Hoje em dia o meia vive de passes curtos. Mas deve ser culpa da base. Hoje um professor chama a atenção quando o menino tenta dar dois dribles. Essa nova metodologia tira a criatividade do garoto. E hoje na Europa estão copiando o futebol brasileiro da década de 70 e 80”, explicou.

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